oficina da luta

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ARTIGO PUBLICADO (REVISTA EDUCACIONAL/2024)

 


OS IDEOGRAMAS NAS ARTES MARCIAIS: DESVENDANDO SIGNIFICADOS, CULTIVANDO VALORES

 O tema artes marciais na escola está presente nos parâmetros curriculares nacionais, bem como na Base Nacional Comum Curricular e outros documentos da rede pública de ensino. Essa discussão vem crescendo cada vez mais, sendo o tema muito discutido no meio acadêmico inclusive em cursos de graduação e pós-graduação em Educação Física, portanto diversos fatores contribuem para que as artes marciais sejam conteúdos abordados nas escolas. O objetivo deste artigo é chamar a atenção sobre a importância dos significados dos ideogramas japoneses em um projeto escolar de artes marciais, destacando não apenas os aspectos técnicos da prática das lutas, mas também os valores culturais e filosóficos incorporados na linguagem dos kanjis e refletir se a arte marcial tem sido abordada nas aulas de acordo com o que é proposto nos documentos oficiais. Palavras-chave: Lutas; Educação Física Escolar; Pedagogia; Aprendizagem.

 O tema lutas e artes marciais é muito amplo e pode ser abordado em muitas áreas principalmente nas aulas de história e educação física, seja pela prática ou mesmo conhecendo a sua filosofia e aplicando seus princípios de disciplina e autocontrole nas questões cotidianas. A luta é considerada uma manifestação cultural presente desde a antiguidade e transmitida de geração em geração. Por ser uma arte viva está em constante transformação adquirindo traços peculiares dependendo da época e do local onde foi desenvolvida. Não existem registros escritos precisos sobre a origem das artes marciais, desde os tempos mais antigos o homem luta, para sobreviver, para disputar territórios ou mesmo para se exercitar e por diversão. É possível encontrar pinturas nas cavernas com cenas de lutas que faziam parte do cotidiano dos povos da pré-história, também podemos encontrar a luta presente nos escritos sagrados das diversas religiões, em vasos, na literatura e outras formas de arte.

ARTE MARCIAL NOS DOCUMENTOS OFICIAIS Descrita tanto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) as lutas devem ser inseridas nas aulas de educação física escolar, sendo que arte marcial pode ser considerada um conteúdo importante no cenário escolar, pois visa preparar um cidadão crítico e solidário nos diversos momentos da vida, por auxiliar o aluno para conviver em sociedade, aprendendo a manter o controle do seu corpo e da sua mente. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998) definem lutas como disputas em que o oponente deve ser subjugado, mediante técnicas e estratégias de desequilíbrio, contusão, imobilização ou exclusão de um determinado espaço na combinação de ações de ataque e defesa. Caracterizam-se por uma regulamentação específica, a fim de punir atitudes de violência e de deslealdade. No mesmo documento são citados como exemplo de lutas as brincadeiras de cabo-de guerra e braço-de-ferro até as práticas mais complexas da capoeira, do judô e do karatê. (BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Educação Física. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC /SEF, 1998. 114 p.) De acordo com a BNCC, as lutas compõem o repertório de práticas corporais a serem abordadas ao longo das aulas de Educação Física nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A unidade temática “lutas” focaliza as disputas corporais, nas quais os participantes empregam técnicas, táticas e estratégias específicas para imobilizar, desequilibrar, atingir ou excluir o oponente de um determinado espaço, combinando ações de ataque e defesa dirigidas ao corpo do adversário. Dessa forma, além das lutas presentes no contexto comunitário e regional, podem ser tratadas lutas. As lutas podem ser estudadas na escola dentro das aulas de educação física ou mesmo em projetos interdisciplinares no contra turno, importante salientar que os projetos devem apresentar a arte marcial dentro das três dimensões: Conceitual, Procedimental e Atitudinal. Essas três dimensões estejam divididas, para melhor compreensão, na sua pratica estão conectadas não sendo possível apresenta-las de forma separada.

OS IDEOGRAMAS Nesse artigo em especial, o tema ideogramas pode ser considerado pertencente a dimensão conceitual da arte. A dimensão conceitual é aquela que dará sentido a prática, permitindo que os alunos possam refletir diversas questões desde como surgiram as diversas formas de luta, quais as necessidades dos homens em cada época bem como como a luta evoluiu de um simples confronto de sobrevivência a arte marcial que temos hoje. Conforme argumenta Neuenfeldt (2008, p. 153): [...] os alunos necessitam adquirir conhecimentos, não apenas de como fazerem exercícios físicos, de como praticarem esportes, mas de serem capazes de entender e analisar sua condição de sujeito cultural e histórico, numa sociedade que possui uma cultura de movimento da qual ele faz parte. Os kanjis são símbolos japoneses adquiridos através da China utilizados na escrita por alguns também chamados de ideograma eles são caracteres que carregam ideias e muitas vezes representam conceitos abstratos com mais de uma interpretação. Portando a caligrafia para os japoneses é como uma forma de arte. Através de único símbolo podemos expressar muitas ideias e conceitos sendo que uma única interpretação não daria conta de todos os significados. Estudar os significados dos ideogramas japoneses pode ser uma parte interessante e enriquecedora do ensino de artes marciais na escola, especialmente se as artes marciais têm raízes japonesas, como o Judô, Karatê, Aikido, entre outras. Existem várias razões pelas quais isso pode ser benéfico, a compreensão dos ideogramas japoneses ajuda os alunos a se conectarem com a cultura das artes marciais. Isso pode aumentar a apreciação e o respeito pela cultura japonesa, bem como a história e a tradição das artes marciais. Muitos ideogramas japoneses têm significados profundos e filosóficos. Por exemplo, os caracteres que compõem palavras e frases usadas nas artes marciais frequentemente se relacionam com conceitos como respeito, disciplina, perseverança, harmonia e auto aperfeiçoamento. Compreender esses significados pode ajudar os alunos a incorporar esses valores em sua prática. O ideograma japonês também pode enriquecer o vocabulário dos alunos, permitindo que eles compreendam melhor os termos técnicos e os princípios subjacentes das artes marciais. Um ponto de partida para a análise dos ideogramas poderia ser estudar os ideogramas japoneses que formam o nome das lutas por exemplo Judô. Uma das primeiras coisas que me chamam atenção ao pensar em origem de algo, é em sua análise etimológica. Principalmente em termos de arte marcial, esse sempre me pareceu um caminho nada mais que lógico. Pensemos assim: já que cada estilo de arte marcial foi criado por alguém, alguém criou um nome para identificar o estilo de luta que havia criado, ou seja, este é o momento em que o próprio autor percebe a inovação daquilo que criou. (Gustavo Goulart no artigo “Jiu Jitsu ou Jujutsu? A raiz da palavra”)

 OS IDEOGRAMAS DA PALAVRA JUDÔ:  O termo JUDÔ é formado por dois ideogramas JU (suavidade/flexibilidade) e DO (caminho) formando Caminho da Suavidade. SUAVIDADE “O ideograma JU provavelmente deriva de uma passagem no antigo tratado militar chinês, o San-Lue (San Ryaku em japonês), que remonta ao período chinês da primavera e do outono (722-481 a.C.). A passagem em questão declara "Ju yoku sei go"(柔能制 ) ou "A suavidade controla bem a dureza". Isso deu origem à ideia popular de que, para derrotar uma força mais forte, uma força mais fraca nunca deveria tentar usar resistência. Quando aplicado ao agarrar em combate próximo, isso significava que a força mais fraca deveria se submeter a ser empurrada, a fim de anular a força de ataque. Trabalhar a favor em vez de contra uma força de ataque ajudará a desequilibrar um atacante e tenderá a fazê-lo cair. ” (Serge Mol, Classical Fighting Arts of Japan) O JU ou JIU conforme a pronúncia de determinados lugares. Tem como tradução Suavidade. A suavidade é um conceito que carrega o sentido de fluidez, adaptação ou flexibilidade. O ideograma "Ju" () nas artes marciais japonesas é comumente traduzido como "suavidade" ou "flexibilidade". Segundo alguns tradutores e estudiosos esse kanji é oriundo de um pictograma antigo que representa o broto de uma árvore. A interpretação de "Ju" como um broto de uma planta é uma analogia interessante que pode ser associada a vários significados dentro do contexto das artes marciais. Aqui estão algumas maneiras de explorar essa metáfora: Assim como um broto cresce gradualmente para se tornar uma árvore, a prática do princípio da suavidade nas artes marciais envolve um desenvolvimento contínuo ao longo do tempo. A suavidade não é algo instantâneo, mas um processo de crescimento constante. Apesar de ser delicado, possui uma resistência interna. Da mesma forma, a suavidade nas artes marciais não significa fraqueza, mas a capacidade de lidar com a resistência de maneira controlada e eficaz. O broto se adapta às condições ao seu redor para crescer. Da mesma forma, a suavidade a arte envolve a capacidade de se adaptar às circunstâncias, fluindo com a energia em vez de resistir rigidamente. A pequena planta contém o potencial para se tornar uma árvore robusta. "Ju" sugere que a suavidade não é apenas uma qualidade passiva, mas pode ser uma fonte de força e poder quando usada adequadamente. O crescimento ainda pode ser associado ao conceito de "movimento não intencional" ou "não resistência". Da mesma forma, a suavidade muitas vezes envolve a ausência de resistência direta, permitindo que a energia flua de maneira natural, em consonância com o ritmo da vida. Ao incorporar essa metáfora “do crescimento do Broto” em nossas reflexões sobre o ideograma "Ju”, podemos destacar como a suavidade nas artes marciais não apenas representa uma técnica de movimento, mas também uma abordagem filosófica que abraça o crescimento, a adaptação e a harmonia com o ambiente ao redor. Podendo desta forma carregar o sentido do desenvolvimento que não é algo acelerado ou forçado. Obedece a uma lei maior, a planta obedece ao ritmo que a natureza impõe, ela cresce em direção à luz de forma lenta, silenciosa, porém constante, se desviando dos obstáculos. Que impedem o seu crescimento em direção à luz. Diz a lenda que o princípio da suavidade foi proposto por um médico oriental. Que durante um período de sua vida estava muito desanimado e não via sentido para sua vida E o trabalho? Algo parecido com o que hoje chamamos de platô. Um período de baixa produtividade em que perdemos o foco e o sentido do nosso existir. Esse médico decidiu então, dar um tempo e abandonar tudo para repensar seu propósito de vida e a estudar os princípios da dualidade Taichi, o Yin Yang. E durante esse afastamento, um dia observando a natureza em uma tarde de tempestade, notou que os fortes ramos da cerejeira quebravam com os golpes da tempestade, enquanto os ramos do Salgueiro se dobravam e dessa maneira, não se danificavam. Dessa observação surgiu a escola coração do Salgueiro ou espírito do Salgueiro, que defende como podemos ver, o princípio da suavidade que foi proposto através de uma minuciosa observação dos fenômenos naturais. A água, uma tempestade, ramos rígidos e flexíveis de uma árvore. Portanto, o ideograma “Ju” semelhante ao broto de uma planta, representa muito bem a força presente na natureza, chegando a comparar o broto com a ponta de uma lança, graças à sua capacidade de penetração. A terra é incapaz de deter o crescimento da plantinha.

CAMINHO O caminho, DO em japonês ou TAO em chinês possuem o mesmo kanji e significados semelhantes. O ideograma DO é formado por dois símbolos que nos remetem a duas figuras: uma cabeça e um pé ou uma pegada como preferir. A cabeça e pé transmitem as seguintes interpretações, o pé indicando um movimento, o caminhar, o deslocamento ou ainda progresso e a cabeça caminhando junto analisando, refletindo sobre o caminhar. O pé e a cabeça vão nos indicar a dualidade presente na arte marcial, sendo o pé ligado ao chão, a terra, a parte material ao mundo físico a luta nada mais é do que uma das formas de educar o corpo e a mente, cabeça presente no ideograma indica a ligação da arte ao mundo das ideias, do pensamento da análise. Em linhas gerais o caminho é uma experiência ao mesmo tempo prática e teórica não podemos separar a cabeça do corpo a arte marcial somente poderá ser plenamente compreendida através da prática e do tempo através da ação e da reflexão. É importante salientar a respeito do sentido amplo do caminho, sabemos que os três grandes mestres do budo, Kano, Funakoshi e Ueshiba estudaram profundamente os clássicos chineses e dessa forma a filosofia taoísta influenciou profundamente a interpretação do caminho para esses mestres, então vamos refletir alguns pontos a respeito do caminho. “O Tao que pode ser explicado com palavras não é o verdadeiro Tao. ” Tao te ching De todos os conceitos presentes na arte marcial, o mais complexo e difícil de explicar é o caminho. É um conceito tão abrangente que se torna quase impossível defini-lo em palavras, pois vai além da linguagem e se insere na vivência de cada um. O caminho é uma jornada, uma trajetória, uma experiência que nos transforma ao longo do percurso, nos desafiando a crescer e a evoluir. É um processo contínuo de ação e reflexão, de prática e pensamento, que nos conduz a uma compreensão mais profunda de nós mesmos e do mundo ao nosso redor. Portanto qualquer esforço humano para explicar o infinito seria pura perda de tempo, o caminho não pode ser explicado ele deve ser percorrido é uma experiência vivenciada é impossível para o homem explicar a vida de fora para dentro porque ele é parte da vida, seria como uma Formiga tentando entender uma Floresta, ela seria capaz somente de percorrer essa Floresta. Uma outra definição interessante do caminho é essa: o caminho é a jornada aquele que caminha e o próprio verbo caminhar, por essa explicação podemos notar que o caminhante é parte do caminho, porém o caminho vai muito além do caminhante. “Eu tive várias razões para não usar o termo jujútsu, que descrevia o que era praticado antes e optar pelo termo JUDÔ. A razão principal é que DO (caminho) é o foco principal do que é ensinado pela Kodokan, enquanto jutsu técnica é algo secundário. Eu queria tornar claro que o Judô é uma maneira de se buscar o DO (o Caminho) “ Jigoro Kano livro Energia Mental e Física – Editora Pensamento/2008. Para os antigos mestres orientais, a vida poderia ser comparada a uma viagem, uma jornada, uma trajetória. O caminho, então, seria utilizado como uma metáfora da própria maneira de viver.

CONSIDERAÇÕES FINAIS A incorporação dos ideogramas japoneses em projetos escolares de artes marciais apresenta uma oportunidade única de explorar não apenas os aspectos técnicos da prática, mas também os valores culturais e filosóficos intrínsecos às artes marciais. Nesse contexto, os ideogramas "Ju" e "Do" do Judô desempenham um papel significativo na compreensão mais profunda dessa prática milenar. O ideograma "Ju," associado à suavidade e flexibilidade, não apenas define a técnica física, mas também carrega consigo uma rica metáfora de crescimento e adaptação. Através da semelhança do princípio “Ju” com um broto de uma árvore, percebemos que a suavidade nas artes marciais não é apenas uma habilidade física, mas um princípio filosófico que se assemelha ao desenvolvimento gradual de uma planta em direção à luz. A paciência, a resistência interna e a capacidade de se adaptar são conceitos presentes nessa interpretação. Por outro lado, o ideograma "Do," que significa caminho, transcende a mera jornada física. Ele incorpora uma dualidade intrínseca, representando a ligação entre a prática física e a reflexão mental. O caminho, como sugerido pelos grandes mestres, é uma jornada de transformação contínua, uma experiência que se revela por meio da prática e da reflexão simultâneas. A dualidade do pé e da cabeça reflete a conexão íntima entre a parte física da luta e o pensamento estratégico. Ao trazer esses ideogramas para a sala de aula, os educadores têm a oportunidade de enriquecer o entendimento dos alunos sobre as artes marciais, incorporando elementos culturais e filosóficos. Compreender os significados dos ideogramas não apenas fortalece a conexão com a cultura japonesa, mas também promove a internalização dos valores essenciais, como respeito, disciplina e auto aperfeiçoamento. A arte marcial vai além da prática física; ela se torna uma ferramenta para o desenvolvimento integral do indivíduo. A suavidade e o caminho, representados pelos ideogramas, oferecem uma visão holística da prática, incentivando os alunos a não apenas dominarem as técnicas, mas também a incorporarem os princípios fundamentais em suas vidas diárias. Ao final, o projeto escolar de artes marciais, com foco nos ideogramas, destaca-se como uma abordagem educacional que transcende os limites físicos do tatame, proporcionando uma experiência enriquecedora que se estende para além das habilidades técnicas, transformando-se em uma jornada de crescimento pessoal e cultural. Referências BRASIL. Ministério da Educação. Base nacional comum curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Educação Física. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC /SEF, 1998. 114 p. SIMPKINS, C. A.; SIMPKINS, A.M. Confucianism and the asian martial traditions. Journal of Asian Marcial Arts, v. 16, n. 1, 2007. Ferreira HS. As lutas na educação física escolar. Fortaleza – CE. Revista EF. 2006; 4(135):36-44. Três Mestres do Budo - John Stevens (Autor). Editora Cultrix Eico Suzuki O pai da Educação Integral e o universo do Judô /– Ed, Luz e Silva/SP Stanlei Virgilio, A arte do Judô / Campinas SP, Ed. Papirus 1986. KI E O Caminho das Artes Marciais: KI E O Caminho das Artes Marciais 2012 por Kenji Tokitsu (Autor) Marcelo Rosseto, Derli Juliano Neuenfeldt O ENSINO DE ARTES MARCIAIS PARA CRIANÇAS: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA UNIVATES, revista Jigoro Kano livro Energia Mental e Física – Editora Pensamento/2008. Gustavo Goulart https://www.budokast.com.br/post/jiu-jitsu-ou-jujutsu-a-raiz-da palavra. ACESSO: 01/01/2024 DARIDO, S. C. Os Conteúdos da Educação Física na escola. In DARIDO, S. C.; RANGEL, I. C. A. (Coord.). Educação Física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. NEUENFELDT, Derli Juliano. Esporte, Educação Física e Formação Profissional. Lajeado: UNIVATES, 2008 Anízio A.S.  Júnior

Revista SL Educacional, São Paulo, v. 6, n. 01, p. 1-283, janeiro. 2024 105

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